| O cantor se disse orgulhoso de sua cor. "A edição deste filme em nenhum momento faz brotar qualquer insinuação similar" |
"Sinto-me profundamente chocado com qualquer leitura racista ou sexista num clipe protagonizado por mim, negro com orgulho da minha cor, autor e intérprete de música romântica, sem que isso nunca tenha sido confundido com sexismo", disse no comunicado.
"Devemos tratar toda e qualquer brincadeira com macacos e gorilas como uma referência a ser apagada da nossa memória? King Kong, Chita, Monga, eram todos personagens com alguma leitura que não a do genuíno entretenimento? Não me consta que meu histórico deixe alguma dúvida sobre o meu respeito à mulher ou ao negro, e a edição deste filme em nenhum momento faz brotar qualquer insinuação similar", continuou.
O Ministério Público de Uberlândia (MG) está apurando uma suposta discriminação racial no clipe da música Kong, do cantor Alexandre Pires. A denúncia foi feita no último dia 26 de abril pela ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), órgão da Presidência da República.
Segundo a secretaria, o vídeo "utiliza clichês e estereótipos contra a população negra" e "reforça estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual". No clipe, que ainda conta com a participação do jogador Neymar e MC Catra, mulheres de biquíni dançam sensualmente em volta dos artistas e jogador, que estão fantasiados de gorilas.
Em comunicado divulgado na última segunda-feira (7), Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia explicou que o cantor prestou esclarecimentos no dia 3 de maio e que ainda não tem nenhum posicionamento sobre a investigação, pois os fatos continuam sendo apurados.